Nostalgia de Bar.

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Metáforas e Estações

Já não sei mais se sou o mesmo passado, ou se penso ainda ser, se penso não gostar, não gostar de alguém. Mas sei que há muito mais medo em mim do que me faria arriscar, até por quê dos traumas sei que demoram pra passar, assim como estações ou até mesmo como metáforas. Tanto medo de querer, que penso em não tentar. Mas eu deveria saber que nem todos são iguais assim como as estações, assim como as metáforas. Eu deveria saber mas ainda não sei, eu apenas sei e já não sei mais.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Café das Dez

Se a plenitude é um momento de paz, faço-me plena para viver feliz. Mas quem há de dizer o que é felicidade se há tantas, ínúmeras, diversas e incontáveis maneiras de ser feliz? E se a felicidade é o caminho para a paz, faço-me assim feliz, finjo-me assim feliz para viver plena até por que a plenitude é aonde também se encontra o amor, e por ele procuro, sem querer encontrar.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Deixa estar

Deixa me só, por quê não quero e não quero mais por tanto querer. Não é difícil entender, é difícil aceitar. Eu sei. Tanto te deixei que tu muito me quis. Mas não é tua culpa então não te tortura, sou apenas eu. Sou apenas assim. Eu não pertenço à ninguém que me prendas assim, por que então o medo me a prisona assim como tu, assim como nós. Mas se tu quiser eu posso estar aí ou tu aqui, na baia ou no lar mas apenas assim apenas por estar.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Cartão postal da Itália

Enquanto o sol bate aqui bem atrás de mim, é domingo, é janeiro e é tempo. É tempo para viver e para sentir, é tempo de amar e esquecer, é tempo de amar e de viver. É tempo de perdoar e adorar, é tempo de pensar e repensar, é tempo de ler e escrever. Por quê se não hoje, quando? Se não agora, quando? E eu não sei se quero esperar pra ver as coisas bonitas da vida, não espero só escrever um prólogo ou uma autobiografia à beira dos últimos anos de vida, quero escrever o tudo agora. Basta-me apenas um trago do que é real e um trago do que vem a mente, um trago de alegria e bons amigos. Uma festa, uma praia, uma casa, um momento. Por quê não agora? Se a vida passa por quê não viver esse domingo, se a vida passa pra quê esperar mais um pouco? Quero isso agora, quero você agora. Um beijo, um abraço, um sorriso, um cartão postal da Itália.
A felicidade não está em conquistar, é erro pensar que só seremos felizes após conseguir algo almejado, a felicidade não está nas coisas e certo dia li uma citação de Goethe que dizia: "A felicidade não está nas coisas, mas em nós". Queira-se bem, queira-se viver, queira o incerto. Não pense, sinta, faça e escute uma música comigo.
Faço de ti, o enredo de um samba que o próprio acaso criou.

domingo, 16 de outubro de 2011

"Love it All"

Somos movidos pelo amor,
amor é tudo.

sábado, 6 de agosto de 2011

Breve Amanhã

Nem mais a baia é meu lar por que eu venho mudado,
eu venho mudado de lugar.
Vocês tem mudado também
Cadê vocês? Onde é que estão?
Os amigos de longa data, longa data se tornaram, antiga data, antiga.
E as paixões viraram lembrança da própria memória, da minha.
Então pegando estas folhas de papel e algumas caixas vazias,
vejo tudo tão incerto, vejo o futuro e um deserto, vejo memórias tão distantes
e vejo amigos mais ainda.
Eu sinto falta dos beijos do verão, e dos abraços do outono,
sinto falta dos lugares onde passei e as primeiras sensações.
Meu pequenos traços e pequenos ossos tão cansados de tanto viver,
sem viver nada e vivendo tudo.
Eu costumava pensar em tanto, em tudo
quando era jovem eu costumava querer tudo, eu queria fazer tudo
hoje é a indecisão do breve amanhã é mais que incógnita.
Mantenho-me sóbria da própria lucidez, por que nem a loucura mais me entretém.
Mas não é tristeza e nem é solidão, é só a inércia e um colchão
Muita memória e nostalgia, muita beleza e muita vida.
Eu vivi.
Eu vou viver.

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